domingo, 7 de junho de 2009

CORRERIA

CORRERIA

07/06/2009

corre ... corre ...
correria ...
ela ia ...
favela ...
corre ... corre ...
dpo ... siglas ...
e mães choram pelos becos
pelos filhos perdidos
pelos filhos assassinados
assassinados por eles
aqueles uniformizados
dpo
corre ... corre ...
CORRE trabalhador
CORRE mulher
CORRE criança
a polícia vem aí
e o sangue dos pobres escorre pelos bueiros das favelas...
e ninguém vê...
nenhuma mancha nos jornais ...
chega de reticências ...

é hora de resistência !!!!


terça-feira, 2 de junho de 2009

Quadras impopulares

o melhor jeito de arrancar
do peito um prego que não quer sair
é pregar outro prego bem
no meio do prego que não quer sair

quinta-feira, 28 de maio de 2009

Joguinhos de for(ç)as

d'efeito

Esta última postagem da Camila de "O Desbunde" me lembrou uma tiradinha que criei para uma série que chamo de Frases d'efeito. Lá vai:

Criado mudo. Criado ideal. Adapta-se a qualquer canto, do lírico ao popular.

terça-feira, 26 de maio de 2009

CRIADOR

Criador

26/05/2009

criado - criatura - criador
cria - ria - ia
cri - cri - cri
cria a dor
Ele
cria tua
dor
Ele
cria - ria - ia
cri - cri - cri
e o criado ficou mudo....

domingo, 24 de maio de 2009

quarta-feira, 20 de maio de 2009

To the evening star

Thou fair hair'd angel of the evening,
Now, whilst the sun rests on the mountains, light
Thy bright torch of love, thy radiant crown
Put on , and smile upon our evening bed!
Smile on our loves, and, while thou drawest the
Blue curtains of the sky, scatter thy silver dew
On every flower that shuts its sweet eyes,
In timely spleep. Let thy west wind sleep on
The lake; speak silence with thy glimmering eyes,
And wash the dusk with silver. Soon, full soon,
Dost thou withdraw; then the wolf rages wide,
And the lion glares thro' the dun forest;
The fleeces of our flocks are cover'd with
Thy sacred dew: protect them with thine influence.

William Blake


À estrela vésper

Tu, anjo noturno de alva cabeleira,
Agora, enquanto o sol se inclina sobre a colina, inflama
Teu reluzente lume, coloca a radiante coroa
E sorri sobre o leito da noite!
Sorri sobre nossos encantos enquanto recolhes
As cortinas azuis dos céu, esparge teu argênteo orvalho
Sobre cada flor que cerra ao sono seus doces olhos,
Deixa que o vento do oeste adormeça sobre o lago
Fala em silêncio com os teus luminosos olhos
Banha de prata o crepúsculo e de repente
Te retiras enquanto enfurece o lobo,
E o leão o escuro bosque espreita:
Os velos de nossos rebanhos recobriram-se
Com o teu sagrado orvalho;
Protege-os com os teus sutis sortilégios.

(tradução de Alberto Marsicano)